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Dever de facilitar a fiscalização.

O domínio sobre as regras de ética e os deveres do servidor público é etapa decisiva para quem almeja a aprovação no concurso do INSS. O tema "Dever de facilitar a fiscalização" está intimamente ligado aos princípios da transparência, prestação de contas (accountability) e obediência à Lei nº 8.112/1990 e ao Código de Ética Profissional. Este é um assunto de cobrança recorrente na prova do concurso do INSS.

Para turbinar seus estudos nesta reta final, preparamos um artigo direto e focado. Abaixo, você terá acesso a um simulado estratégico com 30 questões do concurso do INSS no formato "Certo ou Errado" (Verdadeiro ou Falso). Trata-se de um excelente material com questões resolvidas e questões comentadas de forma rápida e objetiva, ideal para revisar o conteúdo, treinar seu conhecimento e garantir a sua vaga.

Simulado: 30 Questões sobre o Dever de Facilitar a Fiscalização

1. O dever de facilitar a fiscalização e a auditoria de atos administrativos é um desdobramento direto do princípio da transparência e do dever de prestar contas (accountability).

Gabarito: Certo
Comentário: A Administração Pública atua com recursos da sociedade; logo, prestar contas e facilitar o controle são deveres inafastáveis do servidor.

2. O servidor pode ocultar documentos e processos de auditores externos caso considere, sob sua ótica pessoal, que a divulgação prejudicará a imagem e a boa fama do INSS.

Gabarito: Errado
Comentário: A verdade nunca pode ser omitida ou falseada sob o pretexto de proteger a instituição. Ocultar dados de auditores é infração disciplinar grave.

3. Opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo, ou à execução de serviço, é uma conduta vedada que atenta contra a fiscalização e o controle administrativo.

Gabarito: Certo
Comentário: Trata-se de infração expressa no art. 117, inciso IV, da Lei nº 8.112/1990.

4. O dever de facilitar a fiscalização aplica-se exclusivamente aos órgãos de controle externo (como o TCU), não sendo exigida a mesma colaboração perante a Corregedoria interna do próprio INSS.

Gabarito: Errado
Comentário: O servidor deve cooperar plenamente tanto com o controle interno (Corregedorias, Auditorias Internas) quanto com o controle externo.

5. O Código de Ética Profissional (Decreto nº 1.171/94) dispõe que a verdade é o preceito basilar da Administração, o que corrobora o dever irrestrito de fornecer informações verídicas às instâncias de fiscalização.

Gabarito: Certo
Comentário: Nenhum servidor pode falsear a verdade perante comissões de apuração ou órgãos de auditoria.

6. Dificultar o trabalho de Comissões de Ética, Sindicâncias ou Inquéritos Administrativos é uma atitude incompatível com o dever funcional e sujeita o servidor a penalidades.

Gabarito: Certo
Comentário: O servidor tem a obrigação legal e ética de não obstruir investigações e apurações conduzidas pela Administração.

7. O servidor só é obrigado a colaborar com a fiscalização caso seja ele o alvo da investigação oficial; se for convocado apenas como testemunha, possui o direito de recusar-se a prestarem informações.

Gabarito: Errado
Comentário: O servidor tem o dever de colaborar com a Justiça e com a Administração, sendo obrigado a depor quando convocado como testemunha em processos administrativos e judiciais.

8. É dever expresso do servidor levar as irregularidades de que tiver ciência, em razão do cargo, ao conhecimento da autoridade superior, atuando como um braço da fiscalização interna.

Gabarito: Certo
Comentário: O art. 116, VI, da Lei nº 8.112/90 obriga o servidor a denunciar irregularidades, fomentando o controle interno.

9. O atendimento a requerimentos de informação formulados por cidadãos (transparência passiva) é uma forma de facilitar o controle social e a fiscalização externa da máquina pública.

Gabarito: Certo
Comentário: O controle social é exercido pela sociedade civil, e o acesso à informação é a ferramenta que viabiliza essa fiscalização.

10. Retardar propositalmente a entrega de relatórios e planilhas solicitados por órgãos de controle, a fim de ganhar tempo para corrigir falhas e maquiar dados, é uma prática tolerada pela lei para evitar punições severas.

Gabarito: Errado
Comentário: Maquiar dados e retardar entregas para encobrir erros configura fraude, falta de probidade e obstrução da fiscalização.

11. A destruição deliberada de documentos públicos para evitar que sejam analisados em uma auditoria do TCU caracteriza infração gravíssima, improbidade administrativa e crime.

Gabarito: Certo
Comentário: Destruir ou ocultar documentos públicos dolosamente é conduta criminosa que fere totalmente o dever de prestação de contas.

12. A obrigação de facilitar a fiscalização é restrita aos gerentes de agência e ocupantes de cargos de chefia, não recaindo sobre os Técnicos do Seguro Social que atuam no balcão de atendimento.

Gabarito: Errado
Comentário: O dever de colaboração, transparência e prestação de contas recai sobre todos os servidores, independentemente do cargo ou hierarquia.

13. O INSS, por ser uma autarquia federal, está submetido à fiscalização contábil, financeira, orçamentária e patrimonial do Congresso Nacional, com o auxílio do Tribunal de Contas da União (TCU).

Gabarito: Certo
Comentário: O INSS integra a Administração Pública Indireta e sujeita-se plenamente ao controle do TCU (art. 70 da CF/88).

14. O servidor pode negar acesso a processos aos auditores internos do INSS alegando que o acúmulo de metas e a alta demanda de atendimento ao público não lhe deixam tempo para separar os documentos.

Gabarito: Errado
Comentário: O excesso de trabalho não é justificativa lícita para obstar a fiscalização. O atendimento a órgãos de controle é prioritário e mandatório.

15. Registrar fielmente as atividades executadas nos sistemas de informação do INSS, mantendo os processos devidamente instruídos, é uma prática essencial que facilita qualquer fiscalização futura.

Gabarito: Certo
Comentário: A organização documental e a exatidão dos registros formam a base material para que as auditorias sejam realizadas com eficiência.

16. A recusa em fornecer informações aos órgãos de controle interno ou externo, quando houver, deve ser formal, justificada e obrigatoriamente amparada em lei (como nos casos de sigilo imprescindível).

Gabarito: Certo
Comentário: A regra é a transparência. Se a informação não puder ser entregue, o servidor deve justificar o motivo com base estrita na lei (ex: sigilo médico sem autorização judicial).

17. O Código de Ética Profissional dispõe que o servidor não deve se ofender com a fiscalização do seu trabalho, mas sim encará-la como uma ferramenta de melhoria contínua do serviço público.

Gabarito: Certo
Comentário: O controle é inerente à gestão pública e não deve ser encarado pelo servidor como perseguição pessoal.

18. Ocultar um erro administrativo durante uma inspeção correcional demonstra lealdade à instituição e protege a reputação da equipe de trabalho, sendo atitude eticamente recomendada.

Gabarito: Errado
Comentário: A lealdade do servidor é para com o Estado e a lei. Encobrir erros (espírito de corporativismo) é quebra da moralidade e da ética.

19. O servidor que atua com probidade não teme a fiscalização, pois sabe que seus atos, devidamente motivados e alinhados à lei, estão aptos a sofrer qualquer escrutínio.

Gabarito: Certo
Comentário: A probidade e a retidão são as melhores defesas de um servidor público diante de auditorias e controles.

20. Caso a chefia imediata ordene verbalmente que o servidor entregue documentos adulterados à auditoria, o servidor está isento de punição se obedecer, devido ao princípio da obediência hierárquica.

Gabarito: Errado
Comentário: A obediência hierárquica não se aplica a ordens manifestamente ilegais (como adulterar documentos). O servidor deve recusar e denunciar a ordem.

21. A criação de obstáculos burocráticos sem previsão legal apenas para retardar a análise de órgãos de controle interno é conduta que ofende o princípio da moralidade e a transparência.

Gabarito: Certo
Comentário: A imposição de burocracia inútil para frustrar investigações é considerada resistência injustificada.

22. Para facilitar e agilizar o trabalho do Tribunal de Contas da União, o servidor deve repassar sua senha de acesso pessoal e intransferível aos sistemas do INSS diretamente ao auditor do TCU.

Gabarito: Errado
Comentário: A senha é de uso estritamente pessoal. Os auditores possuem ou devem requerer perfis de acesso próprios e específicos para auditoria institucional, não devendo usar a senha de terceiros.

23. Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) detêm poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, devendo o servidor facilitar o acesso aos dados por elas requisitados dentro dos ditames da lei.

Gabarito: Certo
Comentário: As requisições de CPIs têm força legal impositiva (art. 58, § 3º, da CF/88) e compõem a fiscalização do Poder Legislativo.

24. O dever de facilitar a fiscalização significa abdicar do direito ao contraditório e à ampla defesa caso o servidor venha a ser acusado de fraude durante a auditoria.

Gabarito: Errado
Comentário: Colaborar com a fiscalização não anula os direitos fundamentais do servidor. Ele sempre terá direito à ampla defesa e ao contraditório em processo disciplinar.

25. O princípio da presunção de legitimidade dos atos administrativos impede que o INSS seja alvo de auditorias preventivas, só admitindo fiscalização após denúncias formais.

Gabarito: Errado
Comentário: A presunção de legitimidade é relativa e não impede a atuação constante dos órgãos de controle interno e externo (auditorias regulares, preventivas ou corretivas).

26. O zelo na inserção e na veracidade dos dados nos sistemas informatizados da Previdência Social é crucial, pois esses sistemas constituem a base documental para a fiscalização da concessão de benefícios.

Gabarito: Certo
Comentário: Sistemas com dados fidedignos e organizados permitem que os auditores cruzem informações e evitem pagamentos indevidos.

27. O servidor intimado a prestar esclarecimentos perante uma comissão de sindicância de seu órgão tem o dever de comparecer e relatar a verdade dos fatos de que tenha conhecimento.

Gabarito: Certo
Comentário: O comparecimento e o depoimento verídico são obrigações atreladas à facilitação da apuração disciplinar.

28. A recusa de fé a documentos públicos, além de dificultar o andamento de processos, é proibida pela Lei nº 8.112/1990 e pode obstruir o correto trabalho das controladorias.

Gabarito: Certo
Comentário: Recusar fé a documento público (art. 117, III) ofende a legalidade e impede o fluxo transparente dos atos do Estado.

29. O dever ético de manter conduta compatível com a moralidade administrativa engloba a adoção de postura cooperativa e respeitosa com as autoridades incumbidas da fiscalização estatal.

Gabarito: Certo
Comentário: Agir moralmente implica não esconder atos do controle republicano.

30. O pleno exercício do dever de facilitar a fiscalização materializa o princípio republicano, segundo o qual a "coisa pública" deve ser gerida de forma visível, auditável e submetida ao controle da lei e da sociedade.

Gabarito: Certo
Comentário: Na República, o gestor e o servidor são apenas administradores de bens que pertencem ao povo, sendo a prestação de contas uma consequência lógica e inafastável.