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Uso do cargo para lograr proveito pessoal.

Alcançar a aprovação e vestir a camisa de servidor público federal exige o conhecimento minucioso das proibições que regem a carreira. O tema "Uso do cargo para lograr proveito pessoal" é uma das vedações mais graves e rigorosas da Lei nº 8.112/1990 e do Código de Ética Profissional, despontando frequentemente como diferencial na prova do concurso do INSS.

Para que você consolide seu aprendizado e não caia em pegadinhas bancárias, desenvolvemos este artigo altamente estratégico. Nas próximas linhas, você mergulhará em um simulado inédito composto por 30 questões do concurso do INSS no formato "Certo ou Errado". Elaboramos este material com questões resolvidas e questões comentadas de forma clara, rápida e objetiva. Assim, você treina intensamente, revisa os pontos cruciais e fica preparado para gabaritar todas as questões do concurso do INSS sobre o assunto. Vamos ao treino!

Simulado: 30 Questões sobre o Uso do Cargo para Lograr Proveito Pessoal

1. É vedado ao servidor público federal valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública.

Gabarito: Certo
Comentário: Essa é a redação exata do artigo 117, inciso IX, da Lei nº 8.112/1990.

2. O uso do cargo para lograr proveito pessoal é considerado uma infração disciplinar leve, punível primordialmente com advertência escrita.

Gabarito: Errado
Comentário: Trata-se de infração gravíssima. A penalidade prevista para o servidor que se vale do cargo para proveito pessoal é a demissão (Art. 132, inciso XIII).

3. A famosa "carteirada", em que o servidor utiliza sua identidade funcional do INSS para não pagar a entrada em um evento privado, configura o uso indevido do cargo para proveito pessoal.

Gabarito: Certo
Comentário: Utilizar o prestígio ou a autoridade do cargo público para obter vantagens em estabelecimentos privados é uma afronta direta à dignidade da função.

4. A vedação ao proveito pessoal aplica-se exclusivamente a vantagens financeiras em dinheiro, não abrangendo favores, descontos ou status social.

Gabarito: Errado
Comentário: O "proveito" abrange qualquer tipo de vantagem: financeira, moral, material, facilitação de processos ou favores pessoais.

5. O servidor que acelera, furando a fila de atendimento, a análise da aposentadoria de um parente próximo comete a infração de valer-se do cargo para lograr proveito de outrem.

Gabarito: Certo
Comentário: Beneficiar terceiros (amigos ou parentes) usando a prerrogativa da função quebra a impessoalidade e enquadra-se na vedação de proveito de outrem.

6. O Código de Ética Profissional (Decreto nº 1.171/94) proíbe que o servidor pleiteie, solicite, provoque, sugira ou receba qualquer tipo de ajuda financeira ou vantagem de pessoas interessadas no seu trabalho.

Gabarito: Certo
Comentário: É uma regra deontológica fundamental para evitar a corrupção e o uso da função para enriquecimento indevido.

7. Se o servidor utilizar os sistemas informatizados do INSS para descobrir o endereço de um devedor particular seu, não haverá infração, visto que ele apenas utilizou uma ferramenta de trabalho para resolver um problema lícito de cobrança.

Gabarito: Errado
Comentário: Utilizar sistemas e informações restritas do órgão para resolver problemas da vida privada configura quebra de sigilo e uso do cargo para proveito pessoal.

8. O servidor ocupante exclusivamente de cargo em comissão (sem vínculo efetivo) que utilizar a função para obter vantagens ilícitas também estará sujeito à penalidade de destituição do cargo em comissão.

Gabarito: Certo
Comentário: As proibições alcançam todos os agentes. Para quem não é efetivo, a punição equivalente à demissão é a destituição de cargo em comissão.

9. Patrocinar interesse privado perante a Administração Pública, valendo-se da qualidade de servidor, é uma forma de uso do cargo para proveito pessoal tipificada também como crime de advocacia administrativa.

Gabarito: Certo
Comentário: Atuar como despachante ou facilitador de interesses privados dentro do órgão (advocacia administrativa) é crime (Art. 321 do CP) e infração disciplinar.

10. O servidor que utilizar sua influência dentro do órgão para conseguir a contratação de uma empresa pertencente à sua esposa estará incidindo na vedação de lograr proveito para outrem.

Gabarito: Certo
Comentário: O tráfico de influência para beneficiar cônjuge ou familiares em licitações e contratos configura grave violação ética e legal.

11. É permitido ao servidor usar o título do seu cargo público federal (ex: Analista do Seguro Social) em cartões de visita de sua empresa privada de consultoria para atrair mais clientes.

Gabarito: Errado
Comentário: A imagem da instituição não pode ser associada a negócios particulares. Usar o cargo para "dar peso" a um negócio privado é lograr proveito pessoal.

12. Receber presentes de alto valor de empresas que prestam serviços terceirizados ao INSS compromete a isenção do servidor e caracteriza a busca por proveito pessoal indevido.

Gabarito: Certo
Comentário: O recebimento de presentes e vantagens de fornecedores caracteriza conflito de interesses e fere a moralidade.

13. Se o uso do cargo para benefício pessoal não gerar nenhum prejuízo financeiro aos cofres do INSS, a conduta deixará de ser considerada infração punível.

Gabarito: Errado
Comentário: A infração consuma-se pela quebra da dignidade e da moralidade da função pública, independentemente de haver lesão financeira direta aos cofres do Estado.

14. O servidor que é demitido por valer-se do cargo para lograr proveito pessoal fica impedido (incompatibilizado) de retornar ao serviço público federal pelo prazo de 5 anos.

Gabarito: Certo
Comentário: Conforme o art. 137 da Lei 8.112/90, a demissão fundamentada no art. 117, IX (proveito pessoal) gera incompatibilidade para nova investidura federal por 5 anos.

15. A prática reiterada de valer-se do cargo para angariar vantagens ilícitas também configura ato de improbidade administrativa, sujeitando o servidor a sanções civis e políticas.

Gabarito: Certo
Comentário: A conduta se enquadra na Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/92), gerando enriquecimento ilícito ou ofensa aos princípios da Administração.

16. O servidor do INSS que retarda intencionalmente a análise de um processo até que o cidadão concorde em pagar-lhe uma "taxa de urgência" comete extorsão, além de grave falta disciplinar.

Gabarito: Certo
Comentário: Criar dificuldades para vender facilidades é a forma mais espúria de usar o cargo para proveito pessoal.

17. A vedação ao proveito pessoal aplica-se somente dentro do horário de expediente. Fora da agência e aos finais de semana, o servidor pode invocar o nome de seu cargo para obter descontos no comércio local.

Gabarito: Errado
Comentário: O vínculo ético com a Administração é contínuo. A proibição de usar o cargo indevidamente persiste 24 horas por dia, 7 dias por semana.

18. Aceitar o convite para uma viagem de turismo com todas as despesas pagas por um escritório de advocacia que atua frequentemente contra o INSS viola o dever de não auferir vantagens pessoais em razão do cargo.

Gabarito: Certo
Comentário: A aceitação de viagens pagas por partes interessadas é recebimento de vantagem indevida.

19. O princípio da impessoalidade e a finalidade pública são os principais alicerces jurídicos que justificam a proibição de o servidor usar seu cargo para fins particulares.

Gabarito: Certo
Comentário: O cargo público não pertence ao servidor, ele é um instrumento do Estado para atender ao interesse coletivo, devendo ser exercido com total impessoalidade.

20. Caso a ordem para conceder um benefício irregular parta do chefe da agência, o servidor subordinado deve executá-la para não ser prejudicado, visto que o proveito pessoal será apenas da chefia.

Gabarito: Errado
Comentário: O servidor tem o dever de resistir a ordens manifestamente ilegais. Cumprir a ordem o torna cúmplice na concessão do benefício ilícito.

21. O servidor público atua eticamente quando, utilizando os dados de segurados recém-aposentados, entra em contato com eles para oferecer serviços de sua financeira particular de empréstimos consignados.

Gabarito: Errado
Comentário: Trata-se de uso perverso de informações privilegiadas e infraestrutura pública para captação de clientes privados, infração punível com demissão.

22. A solicitação de doações em dinheiro para a festa de final de ano da agência do INSS, feita diretamente aos segurados que aguardam atendimento, é conduta inadequada que se assemelha à busca por proveito indevido.

Gabarito: Certo
Comentário: O servidor não pode solicitar contribuições ou constranger os usuários do serviço público em busca de recursos financeiros para fins privados ou festivos.

23. Se ficar comprovado que o servidor em estágio probatório valeu-se do cargo para lograr proveito pessoal, ele deverá passar por uma reciclagem ética antes que se possa abrir qualquer processo de exoneração.

Gabarito: Errado
Comentário: O cometimento de infração punível com demissão durante o estágio probatório leva à abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD), podendo resultar em demissão imediata, sem necessidade de "reciclagem".

24. O uso de veículos oficiais do INSS para levar a família do servidor a passeios nos finais de semana é uma clara manifestação do uso do cargo e dos bens públicos para lograr proveito pessoal.

Gabarito: Certo
Comentário: O uso de bem público para finalidade particular é desvio de finalidade, ofensa à moralidade e à economicidade.

25. O Código de Ética (Decreto 1.171/94) veda expressamente ligar o nome do servidor a empreendimentos de cunho duvidoso.

Gabarito: Certo
Comentário: O prestígio da função pública exige que o servidor mantenha uma conduta ilibada, não associando sua imagem ou seu cargo a atividades antiéticas.

26. O fato de o servidor ser muito eficiente e produtivo não apaga nem diminui a infração cometida caso ele venha a usar o cargo para obter privilégios financeiros indevidos.

Gabarito: Certo
Comentário: A eficiência funcional não funciona como "crédito" para a prática de infrações disciplinares ou crimes contra a Administração Pública.

27. Exigir que cidadãos comprem produtos de uma rifa pessoal como condição implícita para serem atendidos mais rapidamente caracteriza uso do cargo para lograr proveito de si mesmo.

Gabarito: Certo
Comentário: Condicionar o serviço público à obtenção de favores ou vendas particulares é abuso de poder, extorsão e ofensa ética gravíssima.

28. Ao tomar ciência de que um colega de trabalho está se valendo do cargo para obter vantagens ilegais, o servidor possui o dever ético e legal de comunicar o fato à chefia ou à Corregedoria.

Gabarito: Certo
Comentário: A omissão diante do desvio alheio configura quebra do dever de lealdade às instituições (conivência).

29. A proibição de uso do cargo para proveito pessoal não se aplica à obtenção de favores sexuais em troca de facilitação na agência, situação que é punida exclusivamente pelo Código Penal.

Gabarito: Errado
Comentário: O assédio ou a troca de facilidades por favores sexuais enquadra-se integralmente como uso do cargo para proveito pessoal (de natureza moral/sexual), sendo severamente punido na esfera administrativa com a demissão.

30. O respeito estrito à finalidade pública da função é a maior barreira moral contra a tentação de usar o poder estatal conferido pelo cargo para a satisfação de interesses e proveitos puramente privados.

Gabarito: Certo
Comentário: O cargo é um munus (encargo) público; o servidor deve atuar exclusivamente como longa manus (braço estendido) do Estado para promover o bem comum.